Monday, January 28, 2008
Sunday, January 27, 2008
Ontem, hoje, amanhã...
Vejo que o mundo continua a girar
os dias continuam a suceder
as noites antecedem-nos a dormir
e a vida a percorrer
Mas algo mudou
alguma coisa está diferente
no quadro que antes pintou
uma cor está saliente
Diz-me o que foi
que antes não importava um momento
e que agora, todo o dia,
não te larga o pensamento
Diz-me tu o que ganhou valor
o que tem mais forte alento
o desejo que te move agora
Para onde sopra esse vento
Diz-me tu o que é
estou encandeado, não consigo ver
ouvir-te não te negarei
e não quero ficar sem entender
os dias continuam a suceder
as noites antecedem-nos a dormir
e a vida a percorrer
Mas algo mudou
alguma coisa está diferente
no quadro que antes pintou
uma cor está saliente
Diz-me o que foi
que antes não importava um momento
e que agora, todo o dia,
não te larga o pensamento
Diz-me tu o que ganhou valor
o que tem mais forte alento
o desejo que te move agora
Para onde sopra esse vento
Diz-me tu o que é
estou encandeado, não consigo ver
ouvir-te não te negarei
e não quero ficar sem entender
Thursday, January 24, 2008
Ahí estás tu
Dejate llevar, por las sensaciones
Que no ocupen en tu via, malas pasiones
Esa pregunta que te haces sin responder
Dentro de ti está la respuesta para saber
Tu eres el que decide el camino a escoger
Hay muchas cosas buenas y malas, elige bien
Que tu futuro se forma a base de decisiones
Y queremos alegrarte con estas canciones
Y ahí estás tu, tu...
Y ahí estás tu, tu...
Y es que yo canto porque a mi me gusta cantar
También tu bailas porque a ti te gusta bailar, tu...
Y es que yo canto porque a ti te gusta escuchar
Lo que yo canto porque así se puede bailar, tu ...
Y ahí estás tu...
Y a mi me gusta como bailas, tu...
Toa baila, toa baila
Y ahí estás tu...
Y a mi me gusta como te mueves, tu...
Toa baila, toa baila
Canto por el día, y en mañanas da alegría
Canta tu conmigo si quieres conmigo canta
Canto por las noches, cuando el lorenzo se esconde
Canta tu conmigo, si quieres conmigo canta
Canto pa los pobres que temprano se levantan
Canta tu conmigo, si quieres conmigo canta
Y ahí estás tu...
Y a mi me gusta como bailas, tu...
Toa baila, toa bailar
Y ahí estás tu...
Y a mi me gusta como te mueves, tu...
Toa baila, toa baila.
Chambao
Que no ocupen en tu via, malas pasiones
Esa pregunta que te haces sin responder
Dentro de ti está la respuesta para saber
Tu eres el que decide el camino a escoger
Hay muchas cosas buenas y malas, elige bien
Que tu futuro se forma a base de decisiones
Y queremos alegrarte con estas canciones
Y ahí estás tu, tu...
Y ahí estás tu, tu...
Y es que yo canto porque a mi me gusta cantar
También tu bailas porque a ti te gusta bailar, tu...
Y es que yo canto porque a ti te gusta escuchar
Lo que yo canto porque así se puede bailar, tu ...
Y ahí estás tu...
Y a mi me gusta como bailas, tu...
Toa baila, toa baila
Y ahí estás tu...
Y a mi me gusta como te mueves, tu...
Toa baila, toa baila
Canto por el día, y en mañanas da alegría
Canta tu conmigo si quieres conmigo canta
Canto por las noches, cuando el lorenzo se esconde
Canta tu conmigo, si quieres conmigo canta
Canto pa los pobres que temprano se levantan
Canta tu conmigo, si quieres conmigo canta
Y ahí estás tu...
Y a mi me gusta como bailas, tu...
Toa baila, toa bailar
Y ahí estás tu...
Y a mi me gusta como te mueves, tu...
Toa baila, toa baila.
Chambao
Sunday, January 20, 2008
Fire flame red
In the middle of the crowd
Trying hard to be unseen
Such beauty shouts out loud
In a quiet silent scream
With a gentle heavenly touch
You make time run
The mighty God himself will blush
As you shine brighter than the sun
Just a perfect little girl
With a pretty princess face
Soft milky skin
Hoping for a warm caring embrace
On the tips of your wings
Down the long silky road
Burns a fire flame red
Someone’s hands wishing to hold
Truly you are a dreamer
Mesmerizing woman bathing on the moon
Maybe a child staring at the stars
You won’t find out soon
Just a perfect little girl
With a pretty princess face
Soft milky skin
Hoping for a warm caring embrace
You shy handsome baby
Anxious to know you’re right
But as you feel unsure
You keep your hands tight
Just a perfect little girl
With a pretty princess face
Soft milky skin
Hoping for a warm caring embrace
Kasumi Wonderland
Trying hard to be unseen
Such beauty shouts out loud
In a quiet silent scream
With a gentle heavenly touch
You make time run
The mighty God himself will blush
As you shine brighter than the sun
Just a perfect little girl
With a pretty princess face
Soft milky skin
Hoping for a warm caring embrace
On the tips of your wings
Down the long silky road
Burns a fire flame red
Someone’s hands wishing to hold
Truly you are a dreamer
Mesmerizing woman bathing on the moon
Maybe a child staring at the stars
You won’t find out soon
Just a perfect little girl
With a pretty princess face
Soft milky skin
Hoping for a warm caring embrace
You shy handsome baby
Anxious to know you’re right
But as you feel unsure
You keep your hands tight
Just a perfect little girl
With a pretty princess face
Soft milky skin
Hoping for a warm caring embrace
Kasumi Wonderland
Sunday, January 13, 2008
Saturday, January 12, 2008
The Green Tones
Lost in the glow of the night
Dazzled in deep green ecstasy
Blinded by the glimmering lights
of the quiet sleeping city
Walking side by side
up and down the hills
Climbing the marble stairs
Shivering under the warm chills
Joy flows between the buildings
surrounded by shimmering candles
a permanent peaceful feeling
seeking for everlast happiness
And though the hours come to an end
Memory is still kept
In my mind a portrait remains
of a night never to forget
Dazzled in deep green ecstasy
Blinded by the glimmering lights
of the quiet sleeping city
Walking side by side
up and down the hills
Climbing the marble stairs
Shivering under the warm chills
Joy flows between the buildings
surrounded by shimmering candles
a permanent peaceful feeling
seeking for everlast happiness
And though the hours come to an end
Memory is still kept
In my mind a portrait remains
of a night never to forget
Tuesday, January 08, 2008
Não sou...
Dono de fortuna, terras ou riqueza
Bens materiais, jóias ou nobreza
Não sou político, diplomata ou autoridade
Figura pública, filho de gente importante ou majestade
Não tenho dívidas, créditos ou herança
Propriedades, empregados ou abundância
Tenho o que sou e o que sonho
O ar que respiro e a beleza que vejo
A felicidade que vivo e que quero partilhar
O mundo que desejo e quero ajudar a construir
Nada mais tenho...
Bens materiais, jóias ou nobreza
Não sou político, diplomata ou autoridade
Figura pública, filho de gente importante ou majestade
Não tenho dívidas, créditos ou herança
Propriedades, empregados ou abundância
Tenho o que sou e o que sonho
O ar que respiro e a beleza que vejo
A felicidade que vivo e que quero partilhar
O mundo que desejo e quero ajudar a construir
Nada mais tenho...
Monday, January 07, 2008
Um final de dia triste
O final de dia hoje foi...triste.
Ao chegar ao hospital, ouvi uma voz chamar-me. Um amigo estava ali. O avô foi internado de urgência com uma septicémia. Não sabiam nada dele...nas urgências, por norma, não há visitas. Muito menos na "Reanimação", local onde estão os que chegam em perigo de vida ou já para lá dela. Para complicar tudo, o caos estava instalado nas Urgências. Além de sentir a tristeza da própria familia, imaginei o que sentiria o próprio avô "abandonado" nos frios e impessoais corredores. Perguntou-me porque estava ali, mas mais do que isso senti que tentou perceber se eu conhecia alguém que os pudesse ajudar. Por sorte, a minha amiga enfermeira que me tem estado a acompanhar estava no turno dela. Tentei descansá-los. Falaria com ela para que tentássemos conseguir saber mais alguma coisa. Esforçaram-se por controlar a ansiedade por demais evidente.
Entretanto, comentou...hoje estamos cá todos! A Susana está cá com o filho dela, nas Urgências Pediátricas. Fui para cima, prometendo-lhes fazer tudo o que pudesse para os ajudar.
Já lá vai algum tempo e nunca mais pensei falar-lhe. Mas já passou tanto tempo e, nestas ocasiões, esquecemos tudo aquilo que nos fizeram e só queremos o melhor. Sentimento ampliado quando se trata de um bébé que não tem ainda um ano.
Depois de tratar do meu penso, iria tentar saber alguma coisa do avô. De seguida iria para a Pediatria tentar saber o que se passava com o bébé...e ver em que poderia ajudar. Não seria fácil, aparecer assim do nada, numa situação tão delicada, em que as pessoas estão fragilizadas. E eu, como iria reagir ao reencontro? Não importava. Apenas estava em causa aquele pequeno ser e a mãe que, conhecendo-a como conheço, deve estar desnorteada.
Subi, tratei do penso. O mesmo dos outros dias, nada de novo. Saí com a minha amiga para a recepção do serviço e ligámos para as Urgências. Telefone impedido. O caos, tinha-me esquecido..."Vai descansado - disse-me - eu saio daqui a pouco e passo lá embaixo a saber do senhor. Queres que ligue para a Pediatria?". "Não...eu vou lá."
Aqueles corredores parecem intermináveis e, com a perna manca, sou ultrapassado por todos. Aqueles túneis parecem ainda maiores e as cadeiras de rodas pareciam carros de corrida. Se não soubesse, pensaria que estava no Mónaco. Cheguei à Urgência. Uma confusão de pais e crianças e brinquedos e sacos de puericultura. Alguns pais brincam com os seus filhos tentando distrai-los. Nem sinal da Susana.
Ligo para a irmã. O bébé está internado desde ontem, ainda não descobriram o que tem. Não te preocupes, está tudo controlado. Não pergunto por ela, só quero saber como está o bébé. Não sabemos, nem eles sabem. Obrigado por ligares.
Vou-me embora, coxeando mais no peito do que na perna. O Joãozinho não merece! É apenas uma criança...
Ao chegar ao hospital, ouvi uma voz chamar-me. Um amigo estava ali. O avô foi internado de urgência com uma septicémia. Não sabiam nada dele...nas urgências, por norma, não há visitas. Muito menos na "Reanimação", local onde estão os que chegam em perigo de vida ou já para lá dela. Para complicar tudo, o caos estava instalado nas Urgências. Além de sentir a tristeza da própria familia, imaginei o que sentiria o próprio avô "abandonado" nos frios e impessoais corredores. Perguntou-me porque estava ali, mas mais do que isso senti que tentou perceber se eu conhecia alguém que os pudesse ajudar. Por sorte, a minha amiga enfermeira que me tem estado a acompanhar estava no turno dela. Tentei descansá-los. Falaria com ela para que tentássemos conseguir saber mais alguma coisa. Esforçaram-se por controlar a ansiedade por demais evidente.
Entretanto, comentou...hoje estamos cá todos! A Susana está cá com o filho dela, nas Urgências Pediátricas. Fui para cima, prometendo-lhes fazer tudo o que pudesse para os ajudar.
Já lá vai algum tempo e nunca mais pensei falar-lhe. Mas já passou tanto tempo e, nestas ocasiões, esquecemos tudo aquilo que nos fizeram e só queremos o melhor. Sentimento ampliado quando se trata de um bébé que não tem ainda um ano.
Depois de tratar do meu penso, iria tentar saber alguma coisa do avô. De seguida iria para a Pediatria tentar saber o que se passava com o bébé...e ver em que poderia ajudar. Não seria fácil, aparecer assim do nada, numa situação tão delicada, em que as pessoas estão fragilizadas. E eu, como iria reagir ao reencontro? Não importava. Apenas estava em causa aquele pequeno ser e a mãe que, conhecendo-a como conheço, deve estar desnorteada.
Subi, tratei do penso. O mesmo dos outros dias, nada de novo. Saí com a minha amiga para a recepção do serviço e ligámos para as Urgências. Telefone impedido. O caos, tinha-me esquecido..."Vai descansado - disse-me - eu saio daqui a pouco e passo lá embaixo a saber do senhor. Queres que ligue para a Pediatria?". "Não...eu vou lá."
Aqueles corredores parecem intermináveis e, com a perna manca, sou ultrapassado por todos. Aqueles túneis parecem ainda maiores e as cadeiras de rodas pareciam carros de corrida. Se não soubesse, pensaria que estava no Mónaco. Cheguei à Urgência. Uma confusão de pais e crianças e brinquedos e sacos de puericultura. Alguns pais brincam com os seus filhos tentando distrai-los. Nem sinal da Susana.
Ligo para a irmã. O bébé está internado desde ontem, ainda não descobriram o que tem. Não te preocupes, está tudo controlado. Não pergunto por ela, só quero saber como está o bébé. Não sabemos, nem eles sabem. Obrigado por ligares.
Vou-me embora, coxeando mais no peito do que na perna. O Joãozinho não merece! É apenas uma criança...
Sunday, January 06, 2008
O Olho do Touro
Estou aqui, de braços abertos ao Mundo que já foi meu e ás estrelinhas do céu...Quero ouvir a sua Voz sussurar-me uma canção. Quero entrar na sua biblioteca e ler os livros que me forem permitidos ler, sorver as palavras que me quiser dar, escutar as histórias que lhe aprouver oferecer.
Estou aqui, filho do Oriente, espreitando à janela numa casa de porta destrancada que nunca se ousou fechar. Convido-o a entrar, ofereço hospitalidade e apresento-me de coração afável, honesto e humilde.
Estou aqui, em silêncio, aguardando o sopro do Vento com a sua carícia quente e abraço áspero...
Estou aqui, filho do Oriente, espreitando à janela numa casa de porta destrancada que nunca se ousou fechar. Convido-o a entrar, ofereço hospitalidade e apresento-me de coração afável, honesto e humilde.
Estou aqui, em silêncio, aguardando o sopro do Vento com a sua carícia quente e abraço áspero...
Friday, January 04, 2008
Boas notícias...
Hoje fui ao Hospital, para que a médica observasse a evolução da ferida.
Ao remover o penso, gostou do aspecto geral...inclusivamente do hematoma que me mancha toda a coxa. Limpou-a cuidadosamente, desinfectou-a e mais umas pequenas operações que não vale a pena aqui descrever (a bem de algumas mentes mais impressionáveis).
Aproximou a luz forte do candeeiro, sentou-se a meu lado, e começou a palpar a ferida. Um exame mais atento detectou o que, tanto ela como eu, menos queríamos. A sutura do corte permitiu a sua cicatrização...mas apenas ao nível superficial. No interior, o musculo não cicatrizou porque, para isso, seria necessário que houvesse contacto entre duas superficies de tecido vivo.
Procedeu à reabertura da ferida, nova limpeza, desinfecção e uma raspagem dos tecidos inanimados. Adicionou um ponto, aos 4 com que anteriormente me costuraram a perna, fazendo-o passar por baixo da veia, que afinal sempre ia sendo cortada pelo "finn" da prancha, para garantir a cicatrização ao nível mais profundo da perfuração.
Mudança diária do penso, continuação do antibiótico e manutenção da boa disposição..."porque, afinal, a lesão poderá levar 5 a 6 semanas a recompôr-se. Até lá, nada de esforços. Nem sonhe com o surf ou com a salsa!"
Enfim...dizem que os olhos também comem...vou ver, pelos meus próprios, se é mesmo verdade.
Ao remover o penso, gostou do aspecto geral...inclusivamente do hematoma que me mancha toda a coxa. Limpou-a cuidadosamente, desinfectou-a e mais umas pequenas operações que não vale a pena aqui descrever (a bem de algumas mentes mais impressionáveis).
Aproximou a luz forte do candeeiro, sentou-se a meu lado, e começou a palpar a ferida. Um exame mais atento detectou o que, tanto ela como eu, menos queríamos. A sutura do corte permitiu a sua cicatrização...mas apenas ao nível superficial. No interior, o musculo não cicatrizou porque, para isso, seria necessário que houvesse contacto entre duas superficies de tecido vivo.
Procedeu à reabertura da ferida, nova limpeza, desinfecção e uma raspagem dos tecidos inanimados. Adicionou um ponto, aos 4 com que anteriormente me costuraram a perna, fazendo-o passar por baixo da veia, que afinal sempre ia sendo cortada pelo "finn" da prancha, para garantir a cicatrização ao nível mais profundo da perfuração.
Mudança diária do penso, continuação do antibiótico e manutenção da boa disposição..."porque, afinal, a lesão poderá levar 5 a 6 semanas a recompôr-se. Até lá, nada de esforços. Nem sonhe com o surf ou com a salsa!"
Enfim...dizem que os olhos também comem...vou ver, pelos meus próprios, se é mesmo verdade.
Thursday, January 03, 2008
Já só faltam 2 semanas e meia...
Estou cansado de ter os pés atados, de me abraçar ás paredes e descer as escadas a medo. Tenho saudades do cheiro do mar, de andar com os pés na areia, do frio que se apanha e do gelo em que o corpo fica.
E ainda não passou sequer uma semana...estou molhado por não conseguir correr da chuva, estou moído por já não ter posição em que me sentar e fico com cãimbras simplesmente ao ir de uma secretária à outra.
Bolas...só lá vão 4 dias...
Mas sinto picadas da ferida a sarar, vontade de regressar à praia o quanto antes e este fim de semana vamos ter ondas de 6m a 7m e eu quero lá estar, quero sentir esse oceano em fúria, quero ver os corajosos e as corajosas que nem dormem a pensar em aventurar-se nesses cavalos selvagens.
E quero um dia saber montá-los e domá-los! Mesmo que para isso tenha que cair outra vez...
E ainda não passou sequer uma semana...estou molhado por não conseguir correr da chuva, estou moído por já não ter posição em que me sentar e fico com cãimbras simplesmente ao ir de uma secretária à outra.
Bolas...só lá vão 4 dias...
Mas sinto picadas da ferida a sarar, vontade de regressar à praia o quanto antes e este fim de semana vamos ter ondas de 6m a 7m e eu quero lá estar, quero sentir esse oceano em fúria, quero ver os corajosos e as corajosas que nem dormem a pensar em aventurar-se nesses cavalos selvagens.
E quero um dia saber montá-los e domá-los! Mesmo que para isso tenha que cair outra vez...
Wednesday, January 02, 2008
Clipped Wings
Vejo as palavras travadas na tua boca
como se uma pétala cerrasse os teus lábios
Sinto os teus olhos que tentam ver na escuridão
e o teu corpo que espera um abraço
As tuas mãos entrelaçadas, no colo pousadas
e a cabeça pendendo sobre o ombro
Teus cabelos ansiando um afago
Sentada, os pés virados um ao outro
Teu pensamento uma só pergunta
que deambula em torno de ti
No sossego tranquilo da noite
caminhas para o sonho
Em terras de fantasia e felicidade
acreditas encontrar o segredo
Guardada como um tesouro, a resposta
Mas achá-la-ás bem junto ao teu coração
como se uma pétala cerrasse os teus lábios
Sinto os teus olhos que tentam ver na escuridão
e o teu corpo que espera um abraço
As tuas mãos entrelaçadas, no colo pousadas
e a cabeça pendendo sobre o ombro
Teus cabelos ansiando um afago
Sentada, os pés virados um ao outro
Teu pensamento uma só pergunta
que deambula em torno de ti
No sossego tranquilo da noite
caminhas para o sonho
Em terras de fantasia e felicidade
acreditas encontrar o segredo
Guardada como um tesouro, a resposta
Mas achá-la-ás bem junto ao teu coração
Monday, December 31, 2007
Estranhas Coincidências
Ultimo dia do ano, tempo para balanços. Reservei 1h do meu dia para relembrar o ano que passou, não mais...não gosto de olhar para trás.
Apesar de tudo, olho-o com bons olhos, foi um ano bom. Dele trago boas recordações e outras nem tanto assim, mas acima de tudo trago comigo uma grande alegria por ter sido capaz de fazer o que fiz e sentir o que senti. Conseguir atingir um estado de espirito em nos dispomos a tudo, em que nos colocamos sempre em segundo lugar, em que fazemos o possível e o impossível em nome de algo em que acreditamos com todo o nosso ser é, a meu ver, muito importante, um marco na nossa vida que iremos recordar todos os dias, sem excepção, até ao nosso fim.
E também considero muito importante que, apesar de nem tudo ter sido como desejei, continuo a acreditar, a sonhar e a lutar para o conseguir. No meio de tudo, alguns acontecimentos acabaram por me mostrar que por muito perto ou muito longe que estejamos do nosso sonho vale sempre a pena continuar a lutar.
E, estranha coincidência, terminado este ano termino também este caderno, e escrevo as ultimas palavras exactamente na ultima folha.
Apesar de tudo, olho-o com bons olhos, foi um ano bom. Dele trago boas recordações e outras nem tanto assim, mas acima de tudo trago comigo uma grande alegria por ter sido capaz de fazer o que fiz e sentir o que senti. Conseguir atingir um estado de espirito em nos dispomos a tudo, em que nos colocamos sempre em segundo lugar, em que fazemos o possível e o impossível em nome de algo em que acreditamos com todo o nosso ser é, a meu ver, muito importante, um marco na nossa vida que iremos recordar todos os dias, sem excepção, até ao nosso fim.
E também considero muito importante que, apesar de nem tudo ter sido como desejei, continuo a acreditar, a sonhar e a lutar para o conseguir. No meio de tudo, alguns acontecimentos acabaram por me mostrar que por muito perto ou muito longe que estejamos do nosso sonho vale sempre a pena continuar a lutar.
E, estranha coincidência, terminado este ano termino também este caderno, e escrevo as ultimas palavras exactamente na ultima folha.
Saturday, December 29, 2007
Paragem Forçada
Má sorte...ou falta de jeito...
Esta manhã, entrei no mar confiante. As ondas estavam com 1m, uma boa formação e tudo parecia tranquilo. Ainda consegui apanhar 3 ondas. Sentia-se que a ondulação, apesar não ser muito alta, estava muito forte. As ondas arremessavam-nos com facilidade para trás e para a frente. Mas nada que assustasse. Já vi aquele mar bastante mais revolto.
Fiz-me à água, mas as ondas não estavam fáceis. Além de fortes, eram incertas no quebrar. Tão depressa rebentavam no outside como a seguir vinham rebentar na areia. Mas vinham com um «swell» fantástico, convidando a uma boa surfada. Quase viciante. Fazia-me a elas com cuidado, pois não queria que nenhuma me quebrasse nas costas, dada a mudança constante dos «spots». Evitava apanhá-las se visse que estavam prestes a quebrar.
A ultima....traiu-me. Sentado na prancha vi-a formar-se, perfeita, com um crescimento progressivo. Teria talvez 80cm ou 90cm. Era minha. Fui remando, acompanhando o seu crescendo e posicionando-me mesmo à frente do pico que se ia formar. Senti-a levantar, remei para me manter na sua frente e fiz o «take-off». Estava de pé, em cima da prancha, montando a onda quando a senti levantar a crista repentinamente, erguendo-me o «tail». A prancha embicou subitamente, espetando o «nose» na areia e, de imediato, fez-me saltar no ar, virou as quilhas de lado e nesse instante previ o futuro...soube que me ia magoar.
Senti a prancha completamente apoiada no fundo, com as quilhas em riste apontadas a mim. A quilha esquerda ficou directamente apontada à minha coxa, furando-me o fato e cravando-se na carne até tocar no osso. Levantei-me sentindo uma dor no musculo, nada de especial. Mas quando olhei, vi o rasgão no fato e o sangue que derramava. Limpei a ferida com água do mar e vislumbrei o que me pareceu ser o musculo a estravazar pelo buraquinho de 3cm. Não me doia, mas assustou-me. Só consegui pensar no que estaria por debaixo do fato.
Subi a praia com a prancha debaixo do braço, a custo porque me doia a perna. Ao chegar ao paredão, despi o fato e passei-me por água limpa. A ferida tinha mau aspecto. O corte parecia profundo, tinha uma qualquer matéria a debruçar-se e toda a zona circundante apresentava um hematoma. Coloquei uma gaze (pouco esterilizada pareceu-me) sobre a ferida e outra a enrolar-me a perna. Vesti-me, carreguei as coisas para o carro e fiz-me ao caminho. Não me custou tanto quanto pensei, excepto o ultimo bocado da viagem, já na avenida do Hospital, com a ferida a latejar. Pior...não havia lugares perto, tive que estacionar e fazer 100m a pé.
Depois de examinada, o médico descansou-me. Um pequeno corte de 3cm, que seria suturado com 4 pontos e bem desinfectado, uma vacina contra o tétano e 2 a 3 dias em repouso para não sobrecarregar o musculo. E quando poderia voltar ao surf? Não pense nisso nas próximas 2 a 3 semanas. E a salsa? Idem aspas! Aliás, esqueça qualquer esforço nessa perna nas próximas 3 semanas.
Sai contrafeito...conformado, nada a fazer. Além disso, o musculo arrefeceu e agora tudo me custa. Andar, estar sentado, deitado...quanto mais pensar em subir a uma prancha ou dar uns passinhos de dança. Na melhor das hipoteses, com cuidado, posso ir até à praia ou à salsa mas só para ficar a ver.
Enfim, podia ter sido pior. Próximo ao corte passa a artéria femural...se acertasse nela, seria mais complicado. Podia ter sido na zona abdominal...bastante pior, melhor é nem pensar nisso.
O mar ensinou-me....
Esta manhã, entrei no mar confiante. As ondas estavam com 1m, uma boa formação e tudo parecia tranquilo. Ainda consegui apanhar 3 ondas. Sentia-se que a ondulação, apesar não ser muito alta, estava muito forte. As ondas arremessavam-nos com facilidade para trás e para a frente. Mas nada que assustasse. Já vi aquele mar bastante mais revolto.
Fiz-me à água, mas as ondas não estavam fáceis. Além de fortes, eram incertas no quebrar. Tão depressa rebentavam no outside como a seguir vinham rebentar na areia. Mas vinham com um «swell» fantástico, convidando a uma boa surfada. Quase viciante. Fazia-me a elas com cuidado, pois não queria que nenhuma me quebrasse nas costas, dada a mudança constante dos «spots». Evitava apanhá-las se visse que estavam prestes a quebrar.
A ultima....traiu-me. Sentado na prancha vi-a formar-se, perfeita, com um crescimento progressivo. Teria talvez 80cm ou 90cm. Era minha. Fui remando, acompanhando o seu crescendo e posicionando-me mesmo à frente do pico que se ia formar. Senti-a levantar, remei para me manter na sua frente e fiz o «take-off». Estava de pé, em cima da prancha, montando a onda quando a senti levantar a crista repentinamente, erguendo-me o «tail». A prancha embicou subitamente, espetando o «nose» na areia e, de imediato, fez-me saltar no ar, virou as quilhas de lado e nesse instante previ o futuro...soube que me ia magoar.
Senti a prancha completamente apoiada no fundo, com as quilhas em riste apontadas a mim. A quilha esquerda ficou directamente apontada à minha coxa, furando-me o fato e cravando-se na carne até tocar no osso. Levantei-me sentindo uma dor no musculo, nada de especial. Mas quando olhei, vi o rasgão no fato e o sangue que derramava. Limpei a ferida com água do mar e vislumbrei o que me pareceu ser o musculo a estravazar pelo buraquinho de 3cm. Não me doia, mas assustou-me. Só consegui pensar no que estaria por debaixo do fato.
Subi a praia com a prancha debaixo do braço, a custo porque me doia a perna. Ao chegar ao paredão, despi o fato e passei-me por água limpa. A ferida tinha mau aspecto. O corte parecia profundo, tinha uma qualquer matéria a debruçar-se e toda a zona circundante apresentava um hematoma. Coloquei uma gaze (pouco esterilizada pareceu-me) sobre a ferida e outra a enrolar-me a perna. Vesti-me, carreguei as coisas para o carro e fiz-me ao caminho. Não me custou tanto quanto pensei, excepto o ultimo bocado da viagem, já na avenida do Hospital, com a ferida a latejar. Pior...não havia lugares perto, tive que estacionar e fazer 100m a pé.
Depois de examinada, o médico descansou-me. Um pequeno corte de 3cm, que seria suturado com 4 pontos e bem desinfectado, uma vacina contra o tétano e 2 a 3 dias em repouso para não sobrecarregar o musculo. E quando poderia voltar ao surf? Não pense nisso nas próximas 2 a 3 semanas. E a salsa? Idem aspas! Aliás, esqueça qualquer esforço nessa perna nas próximas 3 semanas.
Sai contrafeito...conformado, nada a fazer. Além disso, o musculo arrefeceu e agora tudo me custa. Andar, estar sentado, deitado...quanto mais pensar em subir a uma prancha ou dar uns passinhos de dança. Na melhor das hipoteses, com cuidado, posso ir até à praia ou à salsa mas só para ficar a ver.
Enfim, podia ter sido pior. Próximo ao corte passa a artéria femural...se acertasse nela, seria mais complicado. Podia ter sido na zona abdominal...bastante pior, melhor é nem pensar nisso.
O mar ensinou-me....
O Principe das Estrelas
Sob o manto frio da noite e o brilho da Lua Cheia, vi o seu vulto saltando agilmente de telhado em telhado acompanhado do ladrar dos cães.
A figura esquálida, de pernas altas e finas, trazia às costas um saco enorme, mas pulava sobre as telhas sem pôr o pé em falso. Em cada casa, parava e espreitava pelas janelas e tirando algo do saco fazia-o passar pelo vidro, discreta e silenciosamente. E uma luz reconfortante parecia emanar de dentro das casas.
Ainda o vi fazer o mesmo numas poucas de casas até que, ao ver-se contra a luz da lua, se percebeu observado. A sua silhueta alta e esguia aproximou-se de mim e olhou-me no fundo dos meus olhos. Na penumbra, distingui-lhe um longo nariz curvilineo, um queixo saliente sob umas maçãs de rosto muito magras. O cabelo comprido escorria-lhe da testa alta para trás apoiado numas orelhas ponteagudas. Os olhos fundos perscrutaram o meu rosto, como que tentando perceber-me. Durante alguns minutos os nossos olhos dançaram nas faces um do outro, tentando satisfazer a curiosidade imensa que nos dominava.
Sentindo-nos seguros, descontraímo-nos . Os seus olhos, subitamente, amendoaram e esboçou um sorriso amigavel e terno como que dizendo que me tinha conseguido entender.
Piscou-me o olho, como se eu fosse um seu cúmplice, esfregou a mão na minha testa e de um pulo saltou para o telhado de uma casa próxima e esgueirou-se na noite, voando sobre as habitações.
E, num momento, percebi quem ele era...
A figura esquálida, de pernas altas e finas, trazia às costas um saco enorme, mas pulava sobre as telhas sem pôr o pé em falso. Em cada casa, parava e espreitava pelas janelas e tirando algo do saco fazia-o passar pelo vidro, discreta e silenciosamente. E uma luz reconfortante parecia emanar de dentro das casas.
Ainda o vi fazer o mesmo numas poucas de casas até que, ao ver-se contra a luz da lua, se percebeu observado. A sua silhueta alta e esguia aproximou-se de mim e olhou-me no fundo dos meus olhos. Na penumbra, distingui-lhe um longo nariz curvilineo, um queixo saliente sob umas maçãs de rosto muito magras. O cabelo comprido escorria-lhe da testa alta para trás apoiado numas orelhas ponteagudas. Os olhos fundos perscrutaram o meu rosto, como que tentando perceber-me. Durante alguns minutos os nossos olhos dançaram nas faces um do outro, tentando satisfazer a curiosidade imensa que nos dominava.
Sentindo-nos seguros, descontraímo-nos . Os seus olhos, subitamente, amendoaram e esboçou um sorriso amigavel e terno como que dizendo que me tinha conseguido entender.
Piscou-me o olho, como se eu fosse um seu cúmplice, esfregou a mão na minha testa e de um pulo saltou para o telhado de uma casa próxima e esgueirou-se na noite, voando sobre as habitações.
E, num momento, percebi quem ele era...
Friday, December 28, 2007
Dificil de Entender
"Talvez por não saber falar de cor
Imaginei
Talvez por não saber o que será melhor
Aproximei"
E hoje, ao olhar esse papel cujo valor não vai além do que nele está escrito, senti uma saudade. Saudade de ti, ou simplesmente de alguém. De ti, ou a falta que me não fazes mas que sinto.
E não quero...sentir a tua falta, não quero sentir a tua saudade. Ainda não, ainda é cedo.
Imaginei
Talvez por não saber o que será melhor
Aproximei"
E hoje, ao olhar esse papel cujo valor não vai além do que nele está escrito, senti uma saudade. Saudade de ti, ou simplesmente de alguém. De ti, ou a falta que me não fazes mas que sinto.
E não quero...sentir a tua falta, não quero sentir a tua saudade. Ainda não, ainda é cedo.
Wednesday, December 26, 2007
O Desejo
No relógio, mexeram-se os ponteiros
Mais um dia se risca no calendário
Mudou a estação do ano
no resto...mais do mesmo
Por isso
Minha vontade presente é só uma
embarcar com destino longínquo
para terras onde não conheça a lingua
por mim acompanhado, somente sozinho
Libertar-me dos usos e costumes diários
das vozes e formas que me são familiares
Aventurar-me em mundos desconhecidos
E assim a alma lavar
Inspirar novos e leves ares
carregados de cheiros incógnitos
aromas fortes e invulgares
cores vivas de olhos atónitos
Ver paisagens inesqueciveis
novas culturas explorar
mundos paralelos invisiveis
desligar e para um novo presente viajar
Mais um dia se risca no calendário
Mudou a estação do ano
no resto...mais do mesmo
Por isso
Minha vontade presente é só uma
embarcar com destino longínquo
para terras onde não conheça a lingua
por mim acompanhado, somente sozinho
Libertar-me dos usos e costumes diários
das vozes e formas que me são familiares
Aventurar-me em mundos desconhecidos
E assim a alma lavar
Inspirar novos e leves ares
carregados de cheiros incógnitos
aromas fortes e invulgares
cores vivas de olhos atónitos
Ver paisagens inesqueciveis
novas culturas explorar
mundos paralelos invisiveis
desligar e para um novo presente viajar
Tuesday, December 25, 2007
Os Anjos
Luminescente cor de laranja
que perpassa a textura suave
reflectido nos objectos
confortando este espaço
Luz quente, luz meia
desenha sombras e silhuetas
aproxima tudo de mim
e cria o meu canto
De pé aqui deitados
sussurram-me ao ouvido
desfiadas de ideias soltas
guiando-me o sono
Guardiões do meu sossego
imóveis a meu lado
velam por mim com a saudade
de quem aqui os trouxe
que perpassa a textura suave
reflectido nos objectos
confortando este espaço
Luz quente, luz meia
desenha sombras e silhuetas
aproxima tudo de mim
e cria o meu canto
De pé aqui deitados
sussurram-me ao ouvido
desfiadas de ideias soltas
guiando-me o sono
Guardiões do meu sossego
imóveis a meu lado
velam por mim com a saudade
de quem aqui os trouxe
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